segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Juanjo Dominguez e a Música Argentina



Um dos violonistas internacionais mais expressivos é o argentino Juanjo Dominguez, músico que carrega nada menos que 40 anos de carreira. Esse mago domina o violão como poucos e é detentor de uma técnica que, apesar de coloquial, é apuradíssima. Dentre os gêneros musicais que domina com maior intimidade, é sem dúvidas o Tango que lhe prestou maior destaque.

Conheci seu trabalho em dezembro de 2008, quando estive na Argentina visitando a cidade de Posadas, a capital da Província de Missiones. A cidade faz fronteira com o Paraguai e ambas têm em comum o Rio Paraná, como "divisor de águas".

Foi numa pequena loja de CD´s, daqueles que não tem cara de vender para turistas, que adquiri alguns álbuns de músicos locais. Dentre eles, trouxe um do Juanjo no qual ouço até hoje!



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Henrique Schützer e a Relação entre a Cultura e o Cérebro


Tomei conhecimento de uma interessante matéria do médico psiquiatra, Dr. Henrique Schützer Del Nero, que descreve a estrutura e o comportamento cerebral, levando em consideração a necessidade do aspecto cultural para a formação do indivíduo.
O trabalho do Dr. Henrique Schützer é bastante expressivo, e inclui os livros "O Sítio da Mente: pensamento, emoção e vontade no cérebro humano" e "O Equilíbrio Necessário", ambos publicados pela Editora Collegium Cognitio.

Segue abaixo o texto na íntegra, que foi extraído da página http://www.lsi.usp.br/~hdelnero/insight.html:




Consciência e Cultura


Os sentidos de cultura são vários; os de consciência também. De maneira breve, entenderemos a consciência como a soma dos fatos – idéias e sensações – que povoam nossa mente imediata ou explícita. Por cultura, um conjunto de fatos que povoam nossa consciência de maneira mediata ou implícita.

O cérebro é um fato da cultura e a consciência é o mais natural de seus fenômenos; não há cérebros sem teorias e nem teorias sem cultura. Culturas, porém, são várias, varrendo o espectro desde a primitiva à sofisticada, da mítica à científica. A relação entre consciência e cultura, além de intrincada e algo redundante, pode esclarecer alguns equívocos do ser mental.

Uma edificação possui um conjunto de pilares e vigas que lhe dão sustentação; depois são os tijolos, a argamassa e o acabamento. Antes de tudo, é o projeto e o conceito – da estrutura e da função – e o detalhamento das etapas de execução, cada uma com sua lógica própria.

O cérebro é como que pilar e viga que sustenta a consciência que se investe de tijolos, blocos, argamassa e ladrilhos mentais. Acabada a obra, revestidas as paredes com os elementos da linguagem, não se parece mais, a mente, com o ferro e o cimento das vigas e pilares. Nem se parece com o projeto que, do prédio concreto, somente abarcava uma perspectiva-conceito (desenho). A viga é o cérebro; o espaço interior do prédio é a mente; o espaço exterior é a personalidade que fornece os elementos para a constituição de uma paisagem cultural; o desenho-projeto é o conjunto de leis que definem como construir e, também, os arranjos culturais que definem os materiais escolhidos e a divisão dos ambientes, atendendo a determinados usos e transmitindo certas mensagens. Nesse sentido, o projeto é o ponto de encontro da cultura – no detalhamento – e da natureza – nos meios de relacionar as partes de modo científico (cálculo estrutural).

A consciência de quem vive dentro do prédio presencia cenas e ambientes, não tendo noção que é a estrutura de concreto que lhe dá suporte, nem tendo idéia precisa da mensagem que conota na cidade.

Entre um neurônio e um indivíduo há um salto mediado pela complexidade natural; entre um indivíduo e uma sociedade há um salto mediado pela complexidade cultural. Esses dois saltos só são possíveis porque há uma complexidade anterior a todo indivíduo – cérebro e sociedade – que permite que haja replicação, memória e representação. Também que haja vontade e coação; sentimento e despudor; ciência e magia.

A mente é rica porque sobrevive ou se replica pela fusão da natureza cerebral e da variedade cultural; ou pela fusão dos diferentes modos de arrumar uma estrutura e os diferentes modos de adornar e utilizar a edificação resultante. Discutir o cérebro, nessa alegoria – a da construção – é coisa para engenheiros; discutir a mente, é coisa para arquitetos; discutir a consciência mediata – cultura –, é coisa para urbanistas.

Engenheiros entendem de vigas e pilares; arquitetos de espaço, função e mensagem. Ou, engenheiros conhecem os impasses da complexidade natural e arquitetos os impasses da complexidade comunicativa. O cérebro é coisa para engenheiros; a mente é coisa para arquitetos. E a cultura? E a consciência?

A consciência é um fenômeno-função que surge da complexidade neuronal, erguendo-se graças à sustentação dos pilares da biologia que criou nosso cérebro. Adornam-lhe, porém, as paredes e os ambientes, elementos de linguagem e cultura, tal que a edificação final pareça pouco com a estrutura cerebral que está por trás e por baixo das paredes e não se perceba cópia, revisitação, agora pós-moderna, de movimentos culturais cíclicos que definem padrões e mensagens.

Todo prédio tem a pretensão de ser único, embora o detalhe não consiga retirar de cada um deles uma marca de época, contestação inclusa. Todos elas, as edificações, são a cara de sua época. Não poderia ser diferente: a cultura é definida depois que passaram os prédios, constituíndo-se pelo conjunto que reúne a soma de todos os que passaram, dos belos e feios, dos eficientes e dos derrotados, dos clássicos e dos modismos.

Todo prédio, bizantino ou minimalista, mágico ou cognoscente, está fadado a ser datado. Toda cultura é fruto de época, bem como toda edificação é cultura, embora carregue nas entranhas a classe das vigas e pilares possíveis, coisa de engenheiros que olham, no projeto, a viabilidade de conjugar a forma e a necessidade dos materiais, a intenção do desenho e o acaso do futuro.

Arquitetos, desde que bons, são treinados para desenhar o que pode ser feito; arquitetos, quando maus, desenham cenários e efeitos especiais. O arquiteto que projeta a mente científica, projeta um clássico; o que projeta a mente mística, projeta uma trucagem com retorno garantido, em que pese seu extremo mau gosto.

A mente mística é um ambiente cheio de cartas, tarôs, milagres e crendice. É barroca e pode resvalar no cafona. A mente científica, discurso possível viabilizado pela cultura, é clássica e comedida, deixando espaços vazios, mas recusando-se a poluir e a prometer. Seu desejo é a proporção, razão oculta que alicerça o equilíbrio.

A mente artística é o resultado da fusão entre o ideal da ciência e o medo da fé. Tenta tornar viável o ambiente científico e a mensagem atemporal. Peca, quando não entende que a mensagem universal está no projeto e não no ambiente; na função e não na fachada. A arte flerta com os ricos, permitindo-se o ecletismo dos múltiplos saberes e legitimando-se, às vezes, pelo místico que imita o eterno e pelo gosto que imita o valor.

Eterno é o projeto, bem como é misteriosa e mística a propriedade de equilíbrio que invade a estrutura e pode se recriar na fachada e na função. Há parcimônia e razão em cada etapa do processo, como também há no projeto evolutivo, que criou os cérebros e no feitio lingüístico, que permitiu que fôssemos imagem e semelhança da cultura, ainda que sustentados pela biologia.

O projeto, naquilo que se pode prever, excluídas as variáveis aleatórias, é algo que delineia três diferentes etapas – estrutura, paredes e função.

Na estrutura, somos complexidade cerebral, mediada por impulsos elétricos e sujeitos aos desvios dos caos e da indeterminação. Nas paredes, estamos sujeitos à complexidade da linguagem, capacidade de falar de coisas impossíveis, comunicando ainda assim; capacidade de distinguir o falso, que comunica, e o verdadeiro, que apenas confirma. Na função, somos apenas mais uma espécie desenhada ou casualmente eleita para competir e cooperar.

A linguagem nos fez rápidos, mas também nos fez interligados. A rapidez é da ordem das coisas da raposa; a interligação é da ordem das coisas das formigas que se associam no trabalho. Se a cultura privilegiar o discurso do falso que significa, então vamos exaltar na mente sua capacidade de competir, roubando da linguagem a função de comunicar e exaltando a de omitir. Vamos povoar o cenário da cidade de mentes místicas e barrocas que sofrem na paisagem deserta e cinza. Não há função que congregue, não há cooperação que diga respeito ao projeto inicial.

Mas essa mente que nasce do cérebro de fim-de-século, essa mente que se enfeita com a proposição falsa dos misticismos baratos e se jacta da vitória liberal, embora use e abuse dos materiais de alta tecnologia para se enfeitar, é uma mente perversa no panorama mediato público, na paisagem da cidade social. Essa mente namora com o eterno para não morrer. Não vê a eternidade no projeto, nem a solidariedade como dever. Essa mente será a cultura da nossa época, teimando tornar padrão o defeito egoísta.

Essa mente se desinveste do projeto inicial que prescrevia que o cérebro daria a sustentação e que a mente daria o equilíbrio entre a competição criativa e a cooperação distributiva.

A mente não pode, nem no seu interior – consciência e segredo –, nem no seu exterior – personalidade e propaganda –, deixar de atentar para o fato de que um prédio não se ergue no deserto e que há um espaço de convívio e uma função de decoro na paisagem da cidade exigindo que a mente não seja somente de um, mas de uma época toda. Não época medida pelo tempo da cultura, mas medida pelo surgimento e extinção da espécie humana.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Agenda Pinho Brasil 2011

O trabalho do Pinho Brasil, duo de música instrumental brasileira que integro com o Márcio Valongo (bateria), segue a todo vapor!

Depois de três meses de pré-produção, elaboração de novos arranjos e intensos ensaios, está fechada nossa agenda 2011, com apresentações musicais no Rio de Janeiro e boas expectativas para a participação de eventos em outros estados.

Acompanhem nossa divulgação.



Créditos: fotografia - Tiago Poschi

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Musicas Del Sur - edição 2011



Entre os dias 10 a 20 de março de 2011, o Centro Cultural General San Martin trará à cidade de Buenos Aires a segunda edição do festival Musicas Del Sur. Esse que é o maior encontro musical entre a Argentina, Brasil e Uruguai, teve sua primeira edição marcada pela celebração dos 40 anos do espaço.

A agenda do festival pode ser conferida pelo link abaixo e conta com todos os eventos gratuitos.
Para os interessados também vale passear pelo site do Centro Cultural General San Martin, onde poderão acessar conteúdo exclusivo sobre a produção artística e cultural disponível em impressos e pelo canal de TV do complexo.

Isadora - A Música Inspirada na Vanguarda da Dança Contemporânea



Inspirado em Isadora Duncan, a bailarina norte americana que revolucionou a dança contemporânea e morreu enforcada com sua própria echarpe, quando o acessório se prendeu na roda de seu carro conversível, em 1927, o grupo formado pelo jornalista carioca Bruno Cosentino (voz, violão e guitarra), o colombiano Andrés Patiño (violão e guitarra), o designer gráfico Mário Gesteira (baixo), o compositor de trilhas para teatro Gabriel Carneiro (bateria) e o produtor musical Pedro Tié (texturas eletrônicas e piano) lançou seu primeiro álbum.


Fruto de um trabalho de pesquisa, para o desenvolvimento de uma linguagem original, o grupo Isadora traz uma sonoridade delicada e diversa, que remete o ouvinte a contextos sonoros recheados de texturas. Nesse primeiro trabalho, o quinteto buscou agregar elementos da experiência vanguardista da bailarina para desvelar caminhos harmônicos regidos por melodias de definida beleza.


Gostei da crítica escrita por André Kano, do blog Arremedo, que complementa essa postagem. Está disponível no link abaixo.
O disco lançado pelos músicos está disponível para download através do link abaixo.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Juan Antonio Suarez na Série Guitarríssimo

O Instituto Cervantes é uma entidade criada e mantida pelo Governo da Espanha para divulgar internacionalmente a cultura do seu país. No Brasil, a instituição tem um programa específico para a divulgação da música espanhola, em especial a música flamenca, que é a Série Guitarríssimo. Nesta, os principais guitarristas flamencos e eruditos se apresentam no Brasil, em eventos gratuitos.




quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Xilogravura Musical



Estou lançando essa postagem inspirado na que publiquei anteriormente sobre o Ivan Vilela. Acessando o site do artista encontrei algumas xilogravuras feitas pelo Fernando Vilela e daí que me dei conta do pano-pra-manga que é falar da xilogravura e da música.

A xilogravura tem uma relação muito íntima com a música, principalmente dentro da tradição nordestina. Ambas integram um conjunto de manifestações típicas, que também englobam dança, culinária, literatura, indumentária e um cenário paisagístico bem definidos.

A xilogravura é uma técnica rica em beleza, onde sua produção consiste em esculpir uma cena cotidiana ou imaginária em um talho de madeira (utilizando relevos distintos) para ilustrar a cultura do sertão nordestino. Ela está diretamente associada à linguagem da literatura de cordel, onde é utilizada para ilustrar a capa e cenas narradas através dos livrinhos.

Selecionei abaixo algumas xilogravuras colhidas no internet que retratam diretamente cenas musicais em seu contexto. Temos grandes mestres nessa arte!


Fernando Vilela














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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Produtor Cultural Independente: É preciso melhorar a qualidade do atendimento no s...

Produtor Cultural Independente: É preciso melhorar a qualidade do atendimento no setor cultural: "Mario Persona fala sobre atendimento Por Alê Barreto* alebarreto@gmail.com Qualquer profissional que está no mercado sabe que a primeir..."

A Arte Sonora de Ivan Vilela

xilogravura: Fernando Vilela


Tive contato com o som da viola desse nobre artista a coisa de 5 ou 6 anos atrás, e desde 2009 estamos nos "esbarrando" pelos caminhos musicais que cruzam o campo das idéias e a produção musical.

Durante esse tempo, no qual somam-se algumas prosas, vivências e audições, venho aprendendo que a generosidade, mais do que uma virtude humana, é uma virtude musical! Reparei que assim também acontece com outros grandes músicos, tais como Gilson Peranzzetta, Luiz Avellar, Mônica Salmaso, dentre tantos outros.

E o que há de comum nessa observação?
A liberdade em compartilhar momentos únicos.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Festejo e Fé - Karla da Silva no Lapinha



A cantora Karla da Silva apresentará no próximo dia 22/02/2011 às 21:30h, terça-feira, o seu novo show: Festejo e Fé. Nesse trabalho, Karla selecionou canções que traduzam a relação entre celebração e crença, e profano e místico.

Assim, o repertório é composto por sambas, jongos, ijexás, além de outros ritmos afro-brasileiros, que na voz da cantora evocam as raízes da nossa cultura.

Karla aponta como uma das revelações musicais da atualidade e para este show estará acompanhada dos músicos: Ralphen Rocca (violão), Rodrigo Ferreira (baixo), Nelson Freitas (piano), Felipe Tauil e Nando Ferreira (percussão). A direção musical é de Vinícius Moulin.

O Lapinha fica na Rua Mén de Sá, 82, Lapa - Rio de Janeiro/RJ. Ingressos a R$ 12,00.
Outras informações pelos telefones (21) 2507-3435 / 2471-5117 / 9638-5619.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Uma Noite Inesquecível - Mônica Salmaso, Guinga e Lula Galvão

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O show de ontem, dia 09 de fevereiro de 2011, com Guinga, Mônica Salmaso e Lula Galvão não poderia ser pouca coisa. E de fato não foi!

Foi ao Teatro Rival acompanhado da minha namorada e dos músicos Júlio Morgado e Marcílio Figueiró, e fomos presenteados com a música do Guinga e a inigualável performance da Mônica Salmaso.

Esse foi um daqueles momentos que sentimos levar um pedacinho dele para casa, alguma coisa muda e é certo que não seremos mais os mesmos daqui pra frente...
Graças à sensibilidade desses músicos iluminados!

As imagens dessa postagem foram registros que fiz dos melhores momentos do show.


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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Coruja - O Filme Sobre os Compositores de Bezerra da Silva

As músicas e a malandragem de Bezerra da Silva são incomparáveis. Mas o que muita gente não sabe é que o trabalho desse artista vai além da interpretação de canções repletas de trocadilhos e gírias dos mais diversos.

Bezerra, antes de intérprete, pode ser considerado um "descobridor de talentos", já que registrou a criatividade de trabalhadores e boêmios das favelas do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense; e assim deu voz à toda uma classe socialmente desamparada e desassistida pelo poder público.

Hoje, a cidade do Rio de Janeiro e a região metropolitana começam a vivenciar uma transformação na realidade social dessas comunidades, mas o fato é que lembramos com bastante clareza das principais histórias policiais cantadas pelo ilustre malandro.

Dentre os compositores que participam do filme estão personalidades como Tião Miranda, Pedro Butina, Simões PQD, Baez, Barbeirinho do Jacarezinho, Wilsinho Saravá, Paulo Lins, Claudinho Inspiração, Roxinho, dentre outros..


CORUJA possui direção e roteiro de Márcia Derraik e Simplício Neto, e recebeu diversos prêmios em 2001.
Assista o filme através do link abaixo:




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    terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

    MusiMinas 2011


    A MusiMinas 2011 será a primeira feira do Estado dedicada ao setor da música, audio e video. Surge como um novo espaço para a realização de negócios com clientes corporativos, profissionais da música, técnicos, estudantes e consumidores em geral.

    Para os dias 25 a 27 de fevereiro de 2011 estão previstos workshops e palestras com profissionais das áreas de Produção, Iluminação, Segurança em Altura e Equipamentos Individuais, bem como assuntos ligados ao meio musical, artístico, de produção e lançamento de novas tecnologias.

    Durante a feira também será realizado o 1º Encontro Internacional de Autores e Interpretes, que surge para provocar a troca de experiências e informações relacionadas à música, reunindo artistas, autores, intérpretes, veículos de comunicação e representantes do mercado fonográfico; vislumbrando uma atuação mais dinâmica destes profissionais num mercado cada vez mais competitivo e desigual.

    Mônica Salmaso e Guinga no Teatro Rival

    Esses dois grandes artistas vem promovendo uma renovação na música brasileira e subirão ao palco do Teatro Rival nas quarta e quinta-feiras, dias 09 e 10 de fevereiro de 2011, com shows às 19:30h.

    Dona de uma voz exuberante e um carisma fora do comum, Mônica Salmaso dividirá o palco com o violonista e compositor Guinga.

    Guinga, um compositor de criatividade rebuscada, vem marcando ao longo de sua carreira uma linguagem musical original, fruto de parcerias com Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, José Miguel Wisnik e Chico Buarque de Hollanda.

    O Teatro Rival Petrobrás fica na Rua Álvaro Alvin, 33/37, Cinelândia - Rio de Janeiro/RJ.
    Os valores dos ingressos são R$ 50,00 (inteira), R$ 40,00 (200 primeiros pagantes) e R$ 25,00 (meia entrada).

    Outras informações pelos telefones (21) 2240-4469 e 2240-9796.

    segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

    Como Funciona a Concepção de Arranjos Para o Pinho Brasil?

    Foto: Carol de Hollanda

    Todo processo de criação sempre toma como inspiração um ponto de partida ou algum objeto ou fato concreto.

    No caso do Pinho Brasil, duo que integro com o baterista Márcio Valongo, a elaboração de arranjos musicais com ênfase no desenvolvimento e inovação da linguagem sonora partiu da diversidade da música brasileira.

    Nossa missão, nesse caso, é atuar como agentes de divulgação desse conteúdo vasto na proporção e diverso nas suas especificidades.

    Cada música que selecionamos, para compôr nosso repertório, atravessa um ritual no qual é exaustivamente ouvida e experimentada ao violão ou viola caipira, a fim de que se desenvolva sua capacidade de agregar novas idéias musicais, tais como ritmos, passagens melódicas e sequências harmônicas.

    Algumas obras permitem uma viagem poética, que em alguns casos nos remetem a paisagens ou texturas que visualizamos mentalmente ou estimulam uma abordagem mais polifônica.

    De toda forma, após um primeiro esboço da nova concepção da obra, seguimos para um próxima etapa. Nessa fase experimentamos a união das cordas com o grupamento percussivo (a bateria). Digo "grupamento percussivo", pois a bateria pode ser entendida como um agregado de instrumentos de percussão. É aqui que sentimos se a coisa vai dar pé realmente...


    Assim aconteceu com o Conversa de Botequim!

    sábado, 5 de fevereiro de 2011

    O Semba e Dorival Caymmi



    Se Dorival Caymmi não tivesse como inspiração o mar da Bahia, certamente a mesma viria de Angola.
    Para comprovar, separei um clipe do cantor angolano Paulo Flores.

    Paulo, que é considerado um dos maiores nomes da música africana, sempre ostentou os valores da cultura angolana, em especial o Semba e a Kizomba, e assume um papel social importante tanto no desenvolvimento e reflexão sobre a música e cultura locais quanto na posição de Embaixador da Boa Vontade da ONU em Angola.

    Nesse clipe Paulo assume uma interpretação mais melancólica (diferente do astral festivo dos ritmos angolanos e da inspiração contemplativa do nosso querido Caymmi).
    Talvez estivesse rememorando os horrores dos conflitos armados que assolaram o país por décadas!

    sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

    Eu Me Transformo em Outras!




    Um dos álbuns que mais ouço (incessantemente desde 2008), é o disco que a Zélia Duncan gravou com os músicos Gabriel Grossi (gaita), Hamilton de Hollanda (bandolim 10 cordas), Márcio Bahia (bateria e percussão) e Marco Pereira (violão 8 cordas).

    O que mais me chamou atenção nesse trabalho foi o fato da Zélia extrapolar seu contexto musical, ela arriscou cantar fora da sua especialidade e para além do que a identificava com seu público.
    Ou seja, se lançou em um projeto que era mais novidade para ela do que para qualquer outra pessoa.

    Como se não bastasse, o desafio era exatamente regravar grandes sucessos das cantoras do rádio da década de 90. Quanta responsabilidade...!

    O resultado de tudo isso foi um CD primoroso, em que a cantora mostra sua "veia" camaleônica no ano de celebração dos seus 21 anos de carreira.

    Vida longa à Zélia!





    quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

    A Liberdade da Criação Artística

    O que acontece quando se mistura a música lírica de Heitor Villa-Lobos com a dança?

    Resposta: Depende!



    No caso de Antônio Nóbrega dá Frevo...


    Conheça o Processo de Fabricação dos Instrumentos Musicais de Cordas



    A fabricação de um instrumento musical requer muito trabalho, e no caso dos instrumentos feitos com madeira, o processo exige padrões de precisão que só podem ser realizados por pessoal capacitado.

    Mas, na prática, quem sabe como funciona o processo de fabricação desses instrumentos?

    A fabricante nacional Rozini, que produz instrumentos da família dos cordofones (em especial: violões, cavacos, bandolins, etc...) preparou material explicativo em seu site, que mostra como se dá todo o processo de fabricação dos seus produtos.

    Esse conteúdo pode ser bastante útil para quem procura seu novo instrumento ou para os demais que anseiam por maiores informações sobre a cadeia produtiva da música.